Resumo Histórico
O pombo-correio,
como devem lembrar-se, serviu durante séculos, desde a alta antiguidade,
aristocrátas (3 séculos antes de J. CRISTO), e teve até
aos nossos dias
várias
utilizações :
Durante a Antiguidade, os pombos eram utilizados, pelos Egípcios, Gregos e Chineses, como mensageiros em alturas de guerra ou nas alturas de campanhas políticas ou para o comércio. Até os Romanos compreenderam, desde o início das suas conquistas, as superioridades que podiam traçar em todas as ocasiões...
Na idade média, os nobres utilizavam , nas alturas de guerra, os seus pombos como mensageiros comerciais, políticos e emissários. Criaram-se agências de correios e as cartas que eram destinadas a serem enviadas através dos pombos eram atadas sob a asa do pombo, acompanhada de uma segunda via da carta.
Nos séculos XIX e XX (a partir de 1806), os financeiros desta época compreenderam o proveito na transmissão de uma informação pelo "pombo mensageiro", em investir e comercializar nos pombos bem treinados, para os arrendar a preço de ouro.
Na cidade de Anvers, em França, os vendedores tranportavam, em navios, as suas mercadorias e faziam-se acompanhar de um grande número de pombos para que quando faltassem alguns dias de viagem no mar, até chegar ao destino, soltaram os pombos com mensagens a descrever o tipo da mercadoria para vender. À chegada do navio, a mercadoria estava toda vendida. Foi desse modo que a cidade de ANVERS, em França, gracas a satisfação dos seus 25000 pombos seleccionados em 1846, ficou como a primeira cidade de columbófilia do mundo.
A partir de 1900, os pombos eram utilizados pela navegação, nos correios e em breve nos palácios das bolsas.
Durante a guerra de 1914-18, a Força Armada francesa, utilizava um autocarro chamado "l'ARABA" que avançava ou recuava conforme o afastamento ou avanço do adversário. O "l'ARABA", era um autocarro fabricado pela marca BERLIET, transformado em pombal com vários compartimentos. A parte de baixo do autocarro era o local de sustento, de alojamento e de cuidados intensivos; Um outro compartimento destinava-se ao transporte dos pombos, em cestos apropriados, utilizados na transmissão das mensagens entre os comandos.
Na guerra 1939-45, 16500 pombos-correios Ingleses foram lançados em paráquedas, para servir os comandantes franceses incumbidos de fornecer informações sobre as linhas inimigas. Os Alemães haviam preparado especialmente os falcões para os atacarem em voos.
Noutro dia, seis submarinos alemães ao refugiaram-se no porto de Bordeús, m França; Os membros da resistência enviaram um pombo-correio para avisar o operador da rádio de TOULOUSE e passado 2 horas a R.A.F largava uma chuva de bombas sobre os submarinos. Esse pombo acabaría por ser chamado o "maquisard", "o resistente".
Desde o ano de 1800 até ao ano de 1960, o desporto da columbófilia conheceu um desenvolvimento considerável, principalmente nas localidades de mineiros situadas no Norte de França, na Bélgica, na Alemanha e na Holanda. Os pombais começaram a crescer por todos os lados como cogumelos, visto que não era muito caro sustentar os pombos e porque os columbófilos não se preocupavam demasiado com as autorizações para construir, para além de não se preocuparem com o ambiente ou com as regras em matéria de sanitários... No entanto, a Columbófilia acabou por ser um desporto mais popular e democrático.
De facto, quando chegou o tempo dos automóveis, a partir dos anos 1965/66, muitos acabaríam por desanimar-se quando começaram por ir de férias; outros, com a televisão ou com os alvarás de construção obrigatórios, acabaríam por abondonar completamente.
Apesar disso, as pessoas regressaram às suas terras natal e começaram por desenvolver, pouco a pouco, o renascimento da Columbófilia, tanto em França como na Bégica ou em Portugal.
Hoje em
dia, a Columbófilia não é mais definida como um meio
de trabalho retraçado pela sua história mas tão somente
como um desporto que exige muita dedicação para com o pombo-correio.
Este site foi elaborado por :
José
Peixoto Vidrago
Columbófilo
- Silvalde/Anta - ESPINHO (Centro-Portugal)
com o apoio de
Francisco Ribeiro
Gomes dos Santos
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